Os Impactos Financeiros do Curtailment: a tecnologia como solução na redução de perdas das geradoras de energia
Publicado por Way2 Technology em 17 de novembro de 2025
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O corte involuntário na geração afeta diretamente o faturamento das usinas solares e eólicas, comprometendo sua viabilidade financeira e dificultando o planejamento dos geradores de energia.
Para lidar com esse cenário, a automação e a tecnologia têm se tornado aliadas fundamentais na redução de perdas financeiras, otimizando o monitoramento e permitindo maior previsibilidade e controle sobre as restrições impostas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
O que é Curtailment e quais são seus impactos financeiros?
O curtailment, ou constrained-off, ocorre quando usinas renováveis precisam reduzir ou interromper temporariamente sua geração, mesmo tendo capacidade disponível, devido a limitações operacionais no sistema elétrico. Essas restrições podem ser causadas por problemas na infraestrutura de transmissão, decisões para garantir a confiabilidade da rede ou falta de demanda para a energia gerada.
Os impactos financeiros do curtailment são expressivos, pois as usinas deixam de faturar pela venda de energia, afetando contratos no mercado livre e aumentando a incerteza no retorno sobre investimentos. Dados do setor indicam que as perdas já ultrapassaram R$ 1 bilhão, tornando a gestão do curtailment uma prioridade para as geradoras de energia.
Além da perda de receita direta, a imprevisibilidade dos cortes adiciona desafios ao planejamento operacional e financeiro, impactando a tomada de decisão e, em alguns casos, levando investidores a reconsiderarem novos projetos no setor.
A regulamentação do Curtailment no Brasil
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estabeleceu regras para lidar com o curtailment, mas nem todos os cortes são passíveis de compensação. A Resolução Normativa nº 1.030/2022, atualizada pela REN 1.073/2023, categoriza as restrições em três tipos principais:
Indisponibilidade Externa (REL): causada por problemas de transmissão, sendo passível de compensação.
Cortes por Confiabilidade Elétrica (CNF): aplicados para garantir a estabilidade do sistema, não compensáveis.
Cortes por Razões Energéticas (ENE): ocorrem quando há excesso de geração e falta de demanda, também não compensáveis.
A tecnologia como solução para reduzir as perdas do Curtailment
Diante desse cenário desafiador, a Way2 desenvolveu uma solução inovadora para monitoramento e análise do curtailment, garantindo que os geradores tenham total visibilidade sobre as restrições impostas à sua operação e possam agir rapidamente para minimizar impactos financeiros. A tecnologia da Way2 se baseia em três pilares essenciais:
1. Coleta automatizada de dados
A contestação de cortes tem um prazo curto de 72 horas após a publicação dos dados, tornando fundamental uma análise rápida e precisa. A solução da Way2 realiza a coleta diária e automática das informações do módulo SAGER (Sistema de Análise de Geração e Restrições) no portal Sintegre do ONS, permitindo um acompanhamento contínuo das restrições aplicadas.
2. Validação e comparação de dados
A plataforma da Way2 compara os dados de geração do SAGER com as medições do Sistema de Medição de Faturamento (SMF), identificando inconsistências que podem ser contestadas dentro do prazo regulamentar. Esse processo aumenta as chances de recuperação de receitas e melhora a gestão da operação.
3. Dashboards e relatórios analíticos
A solução inclui dashboards intuitivos e relatórios detalhados, que permitem às usinas visualizar o histórico de restrições, identificar as unidades mais impactadas e estimar perdas financeiras e ressarcimentos potenciais. A apresentação organizada dos dados facilita a tomada de decisão e aumenta a eficiência na contestação dos cortes.
Tecnologia para minimizar os impactos do Curtailment
O curtailment representa um obstáculo significativo para as geradoras de energia renovável, mas a tecnologia da Way2 oferece uma solução eficiente para reduzir perdas e melhorar o controle sobre as restrições operacionais.
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